Pular para o conteúdo principal

Uruguai 2x3 Holanda

É difícil falar em sorte no futebol. Há o trabalho, há a competência. Mas é difícil não falar em sorte diante desse time holandês. Quando estão piores no jogo, uma bola desvia em algum jogador adversário e a bola entra para tranquilizar o jogo. Hoje contra o Uruguai, a Holanda conseguiu o seu quarto gol na competição, em que um desvio no adversário foi fundamental para que a bola entrasse.

Antes, van Bronckhorst havia aberto o placar em um chutaço de fora da área e o genial Forlán empatou em outro chute de longe, que contou com a ajuda de Stekelenburg.

E o Uruguai começou a engolir a laranja. Pérez, Gargano, Álvaro Pereira e Arévalo Rios eram verdadeiros monstros. Marcavam com uma força incrível e aí... faltava o talento. Forlán era a única válvula de escape, mas cansado, ele não podia resolver todas.

E foi aí que o chute de Sneijder desviou na zaga, passou pelo impedido Van Persie e entrou. Três minutos depois Robben fez o 3x1 e tratou de matar a partida. O Uruguai não tinha mais forças.

Era o que parecia. Aos 46 Maxi Pereira diminuiu e os uruguaios foram buscar força onde não tinham mais. Cruzaram bolas na área em busca do milagre, mas ele não veio. Foram bravos os uruguaios. A Holanda vai para a final. E gastarei todas as minhas forças torcendo contra os holandeses. Uma seleção chata. Seria um desserviço ao futebol que a mais chata seleção holandesa de todos os tempos conseguisse o título inédito.

Comentários

Postagens mais visitadas

Top 25: meus artistas obscuros

Uma lista com os artistas que eu gosto - ou que pelo menos escuto com alguma frequência - menos populares no Spotify.  25 The Action - 36.355 ouvintes mensais A invasão britânica dos anos 60 não colecionou apenas histórias de sucesso. Muitas bandas passaram pelo período sem atingir as massas. O Action é um grande exemplo. Mas, vamos ser sinceros: o grupo liderado por Reg King está longe de ser brilhante e vale mais apenas pela curiosidade se você for um obcecado pela cena londrina da época. De qualquer jeito, escute In My Lonely Room e I’ll Keep Holding On . Sim, eles nunca chegaram a lançar um disco, apenas uma série de singles entre 1965 e 1967. 24 The Boy Least Likely To - 36.001 ouvintes Grupo britânico de indie pop, uma espécie de versão genérica do Belle & Sebastian. Conheço apenas The Law of the Playground , que tem a boa música de abertura Saddle Up . Fora isso, não é nada que valha muita dedicação. 23 Fanfarlo - 35.995 Banda britânica fortemente influenciada por Arcad...

(...)

Existem textos que não deveriam ser escritos, simples assim. No mundo perfeito, um texto sobre a morte de alguém não deveria ser feito. Quando esse alguém era um amigo muito querido, a situação é pior ainda. Eu não queria ter que escrever sobre o Dyolen. Mas percebi que precisava. Eu devia fazer essa homenagem a ele, antes que o tempo cicatrizasse as feridas de um fim-de-semana que mais pareceu um pesadelo. Pensei em tantas coisas. Pensamentos abstratos sobre a vida. Mas tentei ser objetivo. E listar momentos marcantes nesses cinco anos em que convivi com ele. 1 Festa do Calouro: Era uma festa do calouro organizada pela nossa turma, estávamos no segundo semestre em 2006. Em certo momento, Dyolen foi nos ensinar três movimentos básicos da dança “atira, defende, a faca”. Não dá para explicar os movimentos em palavras. Mas a dança do Dyolen foi um marco. É quase impossível se lembrar do Dyolen sem pensar em “divertido”. Dyolen me cumprimentava rindo. Sempre ria ao encontrar qualquer pess...

Como Lula conseguiu essa virada?

No meio da tarde, um amigo me procurou pelo WhatsApp. Assim como eu, ele é meio aficionado por planilhas e números eleitorais. Começamos a falar de números, acho que para tentar conter a ansiedade diante da catástrofe eleitoral que os institutos de pesquisa haviam projetado no dia anterior. Chegamos a uma conclusão matematicamente simplista, mas eficiente: para vencer a eleição, Lula precisava aumentar em 5% sua votação em relação ao primeiro turno. Mas a apuração só começaria dali a umas duas horas. O que tínhamos em mãos eram os números das eleições no exterior. Lula havia ganhado três pontos percentuais no Japão, o que não seria ruim naquele cenário. Quando começaram a chegar os votos da Europa, nos colégios eleitorais mais expressivos, foi possível ver que os 5% mágicos haviam aparecido na Holanda, na França, na Irlanda e na Espanha. Depois, também na Itália. Em Portugal, onde o cenário era mais equilibrado, vieram seis pontos percentuais líquidos. Chegamos à conclusão de que, se L...