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Amsterdã

Havíamos acabado de cruzar a fila da imigração e a sensação era a de ter conquistado o mundo. O enorme aeroporto com seus corredores iluminados e idiomas misturados, as placas com uma língua incompreensível. Sento no banco para conectar o wi-fi e me certificar do trajeto do trem, com a sensação de que há uma vida inteira para ser vivida. Ali eu estava, em Amsterdã, com a pessoa que eu mais gosto no mundo prestes a iniciar os 20 dias da viagem mais planejada de todos os tempos.

Observava o Albert Heijn sem saber como eles dominam o país. O trem era algo tão diferente para nós que só tivemos certeza que tinha dado certo quando chegamos no hotel. Deixamos nossas coisas por lá e saímos. Era um dia de sol, de um sol maravilhoso que não iríamos ver pelos próximos dez dias. Caminhamos pelo De Pipj e já estávamos suficientemente encantados com aquelas muralhas de prédios cor de telhado e o tram que passava o tempo inteiro e as pessoas tão bonitas em suas incontáveis bicicletas.

Então chegamos nos canais. Singel era o nome do primeiro que vimos e ficava perto da fábrica da Heineken. Margeando o canal havia um parque ou talvez fosse apenas um jardim e algumas flores ainda resistiam àquele começo de outono, as folhas já começavam a se depositar sobre o gramado impecavelmente verde. O sol refletia nos canais e caminhando por sua margem logo chegamos no Rijksmuseum e logo estávamos no letreiro famoso e o sol continuava a brilhar de uma maneira que era impossível não ser feliz.

Dali nos perdemos em seu labirinto hipnótico de canais e a cada momento encontrávamos uma construção surpreendente e nos apaixonamos pelo Jordaan, sentamos na Dam Square e fomos soterrados pelos pombos e mesmo assim tudo parecia perfeito naquele instante, enquanto coffees shops seguiam sua atividade, garotas seguiam na janela e os moinhos continuavam a girar em um local imaginado. A vida era perfeita e nada mais.

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