Pular para o conteúdo principal

Radares

Encher a cidade de radares que controlam a velocidade dos automóveis sempre será uma decisão polêmica. Sim, há um código de trânsito e há um limite de velocidade para cada via de cada cidade brasileira. Mas é aquela história, existem avenidas com velocidade máxima de 50 km/h, onde se poderia andar a 60km/h, sempre se desconfia de que multas são inventadas e há o problema de os radares serem licitados.

Basicamente, a prefeitura paga uma empresa para administrar o negócio. E a empresa quer ter lucro, mas multas de trânsito não foram feitas para se ter lucro. São maneiras de punir quem excede os limites, apenas isso. E para onde vai o dinheiro arrecadado pelas multas? Realmente há uma melhoria na condição das estradas? São investidos em campanhas educativas e essas campanhas funcionam?

Uma coisa apenas não pode ser negada. Os radares exercem uma forte influência psicológica. Eles foram instalados a pouco tempo em Cuiabá em não mais do que três avenidas. É possível saber a localização de todos eles e se você quiser, pode correr por toda avenida e reduzir apenas nos lugares determinados. Pode fazer como algumas pessoas que andam a mais de 100 km/h pela rua e passam nos radares a 45 km/h, quando o limite é 60. Talvez pensem que, assim como exceder em 20% a velocidade permitida gera uma multa de 300 reais, passar 20% abaixo da velocidade permitida obriga o Estado a lhe pagar algum dinheiro.

Mas de certa forma, podemos ver que nas avenidas com três ou quatro radares, as pessoas acabam andando mais tempo na velocidade máxima. Temem talvez se descuidarem e acabarem levando uma multa. Controlam para não correr muito e etc.

E não, não tenho um fim para concluir esse raciocínio.

Comentários

Anônimo disse…
Achei o texto interessante, mas realmente faltou concluir o raciocínio. Mas mesmo assim gostei....dei muita risada!

Postagens mais visitadas

Sete Discos Tristes

Uma breve lista de grandes artistas (ou pelo menos interessantes) que lançaram álbuns lamentáveis. Não são apenas  trabalhos ruins, mas discos que nos fazem sentir pena dos autores. Geralmente frutos de fases ruins, tentativas malsucedidas de prosseguir uma carreira que não deveria existir naquele ponto. The Zombies - New World (1991) Quando Time of the Season se transformou no único hit dos Zombies em 1968, eles já haviam encerrado as atividades, descontentes com os seguidos fracassos comerciais. O sucesso póstumo transformou os Zombies em uma espécie de banda fantasma, cujos rostos ninguém conhecia, e por isso vários impostores faziam shows como se fossem eles. Diante deste cenário curioso, membros originais da banda se reuniram em 1989 para marcar território e proteger a marca. No entanto, o retorno não se restringiu somente aos palcos e eles voltaram ao estúdio sem o seu principal compositor, Rod Argent. Coube ao pianista suíço/chileno, Sebastian Santa Maria criar a maioria da...

A viagem do Carrinho

O aniversário do meu filho estava chegando e o meu pai teve a ideia de dar para ele uma miniatura da Ferrari do Charles Leclerc, já que não deve ter nada que meu filho goste mais do que de carrinho, de Ferrari e do Charles Leclerc (coitado). Pois bem, fui no site da Amazon, encontrei um modelo, o prazo de entrega era compatível e comprei. Só no dia seguinte, quando o produto foi enviado, é que eu percebi que eu acabei enviando o carrinho para a casa do meu tio em Florianópolis. Explico, uma vez eu comprei um presente para minha afilhada lá e o endereço ficou salvo. E, por alguma razão, a Amazon achou que esse era o endereço principal de entrega. Eu sempre trocava, mas dessa vez, pelo jeito, esqueci. Tentei falar com atendentes para trocar o destino, mas não foi possível. Aliás, mais do que impossível, eles me deixaram na dúvida, falando que talvez desse certo, talvez não, só me restava esperar. Bem, a loja que vendeu o carrinho ficava em São José. São José, para quem não sabe, é o muni...

Aonde quer que eu vá

De vez em quando me pego pensando nisso. Como todos sabem, Herbert Vianna, dos Paralamas do Sucesso, sofreu um acidente de avião em 2001. Acabou ficando paraplégico e sua mulher morreu. Existe uma música dos Paralamas, chamada "Aonde quer que eu vá" que é bem significativa. Alguns trechos da letra: "Olhos fechados / para te encontrar / não estou ao seu lado / mas posso sonhar". "Longe daqui / Longe de tudo / meus sonhos vão te buscar / Volta pra mim / vem pro meu mundo / eu sempre vou te esperar". A segunda parte, principalmente na parte "vem pro meu mundo" parece ter um significado claro. E realmente teria significado óbvio, se ela fosse feita depois do acidente. A descrição do acidente e de estar perdido no mar "olhos fechados para te encontrar". E depois a saudade. O grande detalhe é que ela foi feita e lançada em 1999. Dois anos antes do acidente. Uma letra que tem grande semelhança com fatos que aconteceriam depois. Assombroso.