12/01/2015

O gol do ano

O gol que James Rodríguez marcou na partida contra o Uruguai nas oitavas de final da Copa do Mundo foi realmente espetacular. Quando ele marcou esse gol, todos ficamos impressionados. Já estávamos impressionados com o garoto que arrebentou na primeira fase e havia marcado um golaço contra o Japão, aqui em Cuiabá. Todos pensamos que seria o gol mais bonito da Copa.

Mas o tempo, ah, o tempo. Ele não deixa margem de comparação. O gol de Van Persie foi, talvez não mais bonito, mas muito mais espetacular. Chutes com o de James são raros, mas acontecem, já vimos por aí. O peixinho voador de Van Persie é único. Ninguém nunca viu nada parecido. O lançamento de quarenta metros, a corrida solitária, o salto no ar e a cabeçada que encobriu Casillas. Plástico e espetacular. O gol do ano, do século, o gol de uma vida.

Um gol simbólico. Não há como negar, esse foi o gol que deu início a Copa do Mundo. Se o torneio estava com um clima estranho entre protestos, aberto com um jogo mediano do Brasil e um México x Camarões, o gol de Van Persie resolveu tudo. Foi o gol que mostrou que estava tendo Copa e que aquilo ali era legal para caramba. O gol que abriu o caminho para um massacre que até então não se desenhara. Gol que acabou com os protestos, promoveu a paz mundial, criou o clima de festa nas ruas e todos se entregaram ao amor. Foi esse gol. Se ele fosse feito todos os dias, todas essas brigas históricas já teriam sido encerradas.

Ou não. Porque um gol assim não acontece todo dia e justamente por isso ele é espetacular.

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Esperado e merecido que Cristiano Ronaldo tenha sido eleito o melhor do mundo. Esperada também sua atitude babaca e seu grito babaca, certas coisas não podem ser negadas. No mínimo exótico foi a escolha de David Luiz para a zaga do ano. Assim como Iniesta, gênio interminável, mas que não podia fazer parte de uma seleção do ano.

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