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Conspiração do destino

Em 2012, pela primeira vez saí de férias com minha namorada. Me debrucei sobre opções, pesquiseis hotéis e passagens e enfim definimos tudo. Compramos as passagens com uns dois meses de antecedência, como manda o figurino, para conseguir preços melhores. Logo depois, quando tudo estava certo, Ben Kweller anunciou dois shows no Brasil. Seus dois primeiros shows no Brasil.

Ben Kweller é um dos meus artistas favoritos e é praticamente desconhecido por aqui. Veio bancado pelos seus fãs e tocou no Rio de Janeiro e em São Paulo. Eu estava no Rio de Janeiro no dia em que ele tocou em São Paulo. E estava em São Paulo no dia em que ele tocou no Rio de Janeiro.

No ano seguinte, novas férias, novas frustrações com shows não marcados. O Planeta Terra confirmou que teria seu melhor line-up da história, com Blur, Travis e Beck, um pouco depois que as passagens estavam compradas.

Estávamos escutando muito o Apanhador Só, mas ele tocou em São Paulo uma semana depois de estarmos lá. Descobrimos o El Cuarteto de Nos no Uruguai e eles se apresentaram a uma quadra do nosso hotel uma semana depois do check out. Tulipa Ruiz tocou em Florianópolis três dias antes de chegarmos lá. Maldição.

Podia ser que um dia os deuses do destino nos presenteassem com uma apresentação bem quando estivéssemos em um cidade, mas isso nunca acontece. Nesse ano, resolvemos não passar em São Paulo, mas sim em Brasília. Pois, no fim de semana em que estaremos em Brasília acontecerá um show em São Paulo, com Beirut e Tame Impala.

Falando em Brasília, Paul McCartney irá se apresentar lá uma semana antes de nossa chegada. E nesse mesmo dia, 23 de novembro, meu time de futebol, o São Paulo, jogará em Cuiabá após 18 anos. E eu não vou estar aqui.

É uma conspiração.

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