06/09/2009

Andei lendo

Histórias de Cronópios e Famas, de Júlio Cortázar.

Quando se lê o nome do livro a grande dúvida é “afinal, o que são cronópios”. Pois bem, a surpresa é que Famas, não é o que você imagina. O livro não fala sobre a fama, aquela dos artistas. Famas são seres criados por Cortázar, assim como os Cronópios e também as Esperanças, que foram cortadas do título.

Mas todos esses seres são apenas uma parte do fantasioso livro, que na verdade é um livro sobre o nada.

São pequenas histórias (não só sobre cronópios e famas) sobre a alegria de se enviar uma pata de aranha para um ministro, a secretária possessiva, a família que distribuía bolas coloridas em uma agência do correio, o homem que vendia gritos e manuais de instruções para se subir uma escada, ou matar formigas em Roma.

A graça do livro está na poética do autor. Pela mágica que faz com que qualquer frase soe bela, como se as palavras ali escritas estivessem atraídas por um magnetismo, de tal forma que seria impossível que essas palavras não estivessem lado a lado.

É um bom livro para se passar o tempo, carregado pelas palavras.

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