Alguns artistas lançam ao longo de suas carreiras discos que se destacam absolutamente em relação ao resto que foi produzido. Não só pela qualidade, mas pela sonoridade, temática e enfim. Não se trata apenas de ser o melhor disco, mas de ser um disco diferente. Mas um diferente que não foi pensando (tipo igual o Radiohead faz), mas um diferente quase acidental. Não pretendo falar de bandas que tem um álbum excelente e outros que seguiram o mesmo estilo, só que menos inspirado (tipo Television ou Strokes). Ou artistas que tem fases bem marcadas com um grande disco dentro delas (Pink Floyd e David Bowie), ou ainda dos camaleões como Bowie, Beck e Neil Young. Ainda tento evitar a armadilha de citar muitos discos de estreia, em que essa sonoridade era fruto da inspiração e angústia da juventude, bandas que começaram muito bem e depois apenas tentariam repetir a fórmula mas sem tanta inspiração (Black Crowes, Fratellis). Bert Jansch - Bert Jansch (1965) Disco de estreia do monstro sagrado d...
Estou eu na academia em uma manhã de domingo, um dia providencialmente bom para fazer exercícios com tranquilidade, sem precisar encarar uma longa espera pela oportunidade de utilizar o peck deck ou a puxada na frente. Historicamente, o domingo é um dia em que as pessoas não estão acostumadas a treinar já que tradicionalmente as academias não abriam neste dia. Foi só com o advento das grandes redes, como SmartFit, que as pessoas pararam de guardar o domingo. Mesmo assim, o domingo é um dia propício para se estar de ressaca, com preguiça ou outros planos que não sejam adentrar um espaço fechado e levantar pesos de maneira repetitiva ao som de um bate-estaca aleatório - que ninguém escuta mais, já que não há quem não esteja com fones de ouvido lá dentro. O único dia que é tão bom quanto o domingo é a sexta-feira, quando as pessoas também resolvem sextar e emendar o trabalho com um chopp ou coisa parecida, em vez de malhar. As segundas, por sua vez, são terríveis, com todo mundo tent...