Em 1994 eu era um garoto prestes a completar sete anos descobrindo o que era uma Copa do Mundo. Chegando da escola e vendo uma reportagem com o show da abertura (aquele que a Diana Ross errou o chute). Com meu primeiro álbum, conhecendo os países e as mitologias. Impressionado com a Bulgária eliminando a Alemanha. Encantando com Hagi e Dumitrescu brilhando com seus uniformes quase dourados sob o sol da Califórnia. Na Copa da França eu iria fazer 11 anos e a esse altura nada era mais importante na minha vida do que o futebol. Podia ver todos os nomes que lia na revista Placar e conferir que Raul e Beckham não eram nada demais. Assisti todos os jogos e sofri como nunca na derrota contra a França. Em 2002 eu estava para fazer 15 anos e o futebol ainda era, talvez, a coisa mais importante da minha vida. Mas os jogos de madrugada eram um tormento para um estudante do primeiro ano do Ensino Médio. Lembro que os jogos eram às 2h30, 5h e 7h30. Praticamente nunca conseguia ver o da madrugada. S...
Op. Cit, Ô psit, Ópio City