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Mostrando postagens com o rótulo livros

Andei Lendo (3)

Futebol ao Sol e a Sombra, de Eduardo Galeano Tinha uma dívida com esse livro, que me forneceu algumas frases e exemplos para a minha monografia. Por falta de tempo, não o tinha lido por completo. Me surpreendi. Acho que teria me ajudado ainda mais no meu trabalho. Um livro até para quem não liga para futebol – que talvez entenda um pouco da magia na narrativa. O futebol ao sol – o que nos encanta e brilha. E a sombra – o que ninguém vê. As jogadas surreais. Há ainda um espaço para o futebol das trevas: a política. O Jornalista, o Escritor e o Aviador – de Aluízio Falcão Filho Ponto para o autor. O livro é uma bobagem assumida, despretensiosa. Admito que a narrativa levada em três vertentes – uma no passado, outra no presente e outra com os pensamentos do personagem principal – foi uma boa idéia. Mas, não precisaria da separação tipográfica, que subestima o leitor. Uma boa coleção de informações sobre Santos Dumont, mas fora isso, é apenas uma fantasia do autor que se projeta no protag...

Andei Lendo (2)

O pequeno livro do Rock, de Hervé Bouehis A graça está justamente em ser um pequeno livro. Não é uma pesquisa aprofundada sobre a história do ritmo. Apenas um aficionado pelo gênero, que se através de quadrinhos lembra ano a ano de fatos históricos da música – não apenas do rock – muito pela sua memória afetiva. Claro, você pode achar que o autor fala muito do Serge Gainsbourg. Mas ele é francês, oras. Pode ter faltado alguém e com certeza, outra pessoa faria diferente. Mas é uma leitura rápida e divertida. Valeria a pena só pelas piadas com o Genesis (a banda, não a criação). The Beatles – A história por trás de todas as canções, de Steve Turner Faz uma grande viagem pelo universo dos Beatles. A evolução do grupo nas composições e as formas com que eles buscavam a inspiração. A história por trás de She Said, She Said , vale o livro. Taxistas, jornais, caminhadas no parque, piadas internas, multas no trânsito. Tudo virava música com o maior grupo da história – não discuta isso.

Andei lendo

Histórias de Cronópios e Famas, de Júlio Cortázar. Quando se lê o nome do livro a grande dúvida é “afinal, o que são cronópios”. Pois bem, a surpresa é que Famas, não é o que você imagina. O livro não fala sobre a fama, aquela dos artistas. Famas são seres criados por Cortázar, assim como os Cronópios e também as Esperanças, que foram cortadas do título. Mas todos esses seres são apenas uma parte do fantasioso livro, que na verdade é um livro sobre o nada. São pequenas histórias (não só sobre cronópios e famas) sobre a alegria de se enviar uma pata de aranha para um ministro, a secretária possessiva, a família que distribuía bolas coloridas em uma agência do correio, o homem que vendia gritos e manuais de instruções para se subir uma escada, ou matar formigas em Roma. A graça do livro está na poética do autor. Pela mágica que faz com que qualquer frase soe bela, como se as palavras ali escritas estivessem atraídas por um magnetismo, de tal forma que seria impossível que essas palavras ...