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Mostrando postagens com o rótulo música

Os 27 singles do Oasis: do pior até o melhor

Oasis é uma banda que sempre foi conhecida por lançar grandes b-sides, escondendo músicas que muitas vezes eram melhores do que outras que entraram nos discos. Tanto que uma coletânea deles, The Masterplan, é quase unanimemente considerada o 3º melhor disco deles. Faço aqui então um ranking dos 27 singles lançados pelo Oasis, desde o pior até o melhor. Uma avaliação estritamente pessoal, mas com alguns pequenos critérios: 1) São contados apenas o lançamentos britânicos, então Don't Go Away - lançado apenas no Japão, e os singles australianos não estão na lista. As músicas levadas em consideração são justamente as que estão nos lançamentos do Reino Unido. 2) Tanto a A-Side, quanto as b-sides tem o mesmo peso. Então, uma grande faixa de trabalho acompanhada por músicas irrelevantes pode aparecer atrás de um single mediano, mas com lados B muitos bons. 3) Versões demo lançadas em edições especiais, principalmente a partir de 2002, não entram em contra. A versão White Label de Columbia...

Go Fly A Kite

Ben Kweller sempre pareceu incapaz de fazer uma música ruim. Seus três primeiros discos são excelentes, cada um à sua característica. Já o quarto, Changing Horses , era um disco inconstante, fruto provavelmente da mudança radical de estilo. Changing Horses deixava o rock alternativo, o folk rock para abraçar o country. Reflexo do momento de Kweller, que deixava Nova York, voltava para o interior e passava a utilizar um chapéu de vaqueiro. Mesmo assim, por mais que Fight fosse meio assustadora, Changing Horses não chegava a ter músicas ruins. Eram músicas de um estilo diferente, menos brilhantes, enfim. Completamente assustadora foi a primeira faixa divulgada de Go Fly a Kite , o novo disco de Kweller. Mean To Me lembrava bizarramente um powerpop decadente do final dos anos 70. Um refrão mecânico, uma guitarra clichê e até mesmo um sintetizador, para completar a cereja do bolo. O refrão de Mean to Me era a pior coisa que Kweller já havia feito em sua carreira  e derrubava ...

Andei Escutando (29)

Aimee Mann – One More Drifter in the Snow (2006) : Sei lá porque, mas os americanos tem esse fetiche por discos de temas natalinos. Aqui, Aimee Mann dá a sua contribuição para um natal bem intimista e melancólico. Melhores: Whatever Happened to Christmas? e Winter Wonderland . Belle and Sebastian – The Boy With The Arab Strap (1998): Um disco com a cara dos anos iniciais do B&S. A diferença é que neste aqui, as músicas tem um acomapanhamento mais conservador, menos experimental do que nos dois primeiros discos. O melhor da alegre melancolia. Melhores : Ease your feet in the sea e Seymour Stein . David Bowie – Low (1977): Um disco é o que você quer que ele seja. O mundo tece louvores para Low, um disco que dizem, representa a sua época. Se assim for, que época bisonha. O começo do disco é até razoável, mas o chamado Lado-B, repleto de canções “atmosféricas”, é dose. Ninguém em sã consciência escuta aquilo e diz que é bom. Um dos três piores discos que eu já escutei na minha vi...

El Camino

Um disco tem para você o significado que você quer que ele tenha. Os Black Keys lançaram seu sétimo disco, El Camino, no começo de dezembro. O disco significou o estabelecimento dos Keys como a grande banda alternativa do momento, o álbum chegando ao #2 dos EUA. Pela internet, vejo pessoas encantadas com a banda, tratando El Camino como o melhor disco da banda. Para mim, está longe disso. El Camino me parece uma bola fora dos Black Keys, um disco que pouco acrescenta a carreira artística do duo, apenas trará o sucesso nas rádios, nas malditas pistas de dança. Vejamos. The Big Come Up era uma estréia tosca, um blues de garagem. Thickfreakness era uma evolução do disco anterior, com uma produção melhor. Rubber Factory seguia um caminho mais garageiro, com riffs marcantes. Magic Potion foi o primeiro disco mais vazio do conjunto, uma sequência do anterior, mas com um apelo comercial maior. Attack & Release trouxe o uso de outros instrumentos, músicas mais calmas, uma experimentação ma...

Andei Escutando (27)

Aerosmith – Get a Grip (1993): Um disco bem chato, clichê ao extremo. Parece que o Aerosmith gravou uma dezena de canções chatíssima para completar um álbum que conta com alguns hits radiofônicos. Aliás, alguns desses hits são bem chatos também. Melhores: Crazy e Cryin ’. Aimee Mann – I’m With Stupid (1995): O disco abre com um “you’ve fucked it up”. Bem passional. Melhores: Ray e Long Shot . Elvis Costello – My aim is true (1977): É inegável. Elvis Costello tem uma grande vocação para ser corno. Mas, mesmo chifrudas, algumas canções são excelentes. Melhores: (aaaaaaaaaaa) Alison e Less than zero . Jefferson Airplane – Surrealistic Pillow (1967): Desses discos com a cara dos anos 60, para o bem e para o mal. Melhores: She Has Funny Cars e Today . Love – Four Sail (1969): É o segundo melhor disco do Love, atrás apenas do excepcional Forever Changes. A saída de Brian McLean parece ter tirado um pouco do experimentalismo, mas Athur Lee ainda estava bem inspirado. Melhores: You...

Voo Tranquilo

Quando If I Had Gun... , terceira faixa do disco de estréia de Noel Gallagher, Noel Gallagher's High Flying Birds , começa a tocar, você sente um frio na barriga. Os primeiros acordes do violão não deixam dúvidas de que uma grande canção irá começar. E ela começa. A melodia perfeita, tudo parece encaixado. Há algum tempo que tento escrever sobre esse disco, e não é fácil. Noel Gallagher era o cara do Oasis, a banda que mais marcou minha adolescência, autor de uma dezena de clássicos talhados para serem cantados em estádios. Com o fim da banda, o que ele iria fazer? Eu nunca tive dúvidas de que ele seria capaz de fazer um grande disco. Temia que ele pudesse fazer algo parado demais. Mas, tenho a impressão que ele acertou o tom. High Flying Birds tem dez canções que se encaixam a sua voz, sem ser um álbum meloso. Tentei buscar explicações técnicas, que eu não saberia explicar mesmo, analisar o histórico das canções. Sim, há momentos em que uma batida repetitiva diminuí o nível. Há é...

Andei Escutando (26)

Aimee Mann - @#%&*! Smilers (2008): Um conjunto de canções bonitinhas e apenas isso. Melhores: Looking for Nothing e It’s Over . Blur – 13 (1999) : Cada disco do Blur dava uma mostra de como seria o posterior. 13 é uma continuação de Essex Dogs , que fecha o disco homônimo de dois anos antes. Músicas travadas, experimentais, cheias de efeitos. A mudança constante do Blur realmente é marcante. Melhores: Coffe & TV e Tender . Chico Canta (1973): Disco político, de músicas censuradas, crítico. As letras são importantes, mas o instrumental – distante do samba, lembrando até os teclados progressivos – também é marcante. Melhores: Cala a Boca Bárbara e Tire as mãos de mim . Elvis Costello (1982): Não é um disco ruim, mas é decepcionante. Decepcionante que um dos discos mais falados do mito Elvis Costello seja esse conjunto de canções de bordel com letras que fariam bonito para Leandro e Leonardo. Melhores: Man Out of Time e Pidgin English . Kula Shaker – K (1996): É um bom...

Andei Escutando (25)

Aimee Mann – Bachelor no. 2 (2000): Disco de melodias agradáveis. Melhores: Save Me e Deathly . Donovan – What’s Bin Did and What’s Bin Hid (1965): No seu disco de estréia, Donovan tenta ser igual Bob Dylan. Chega até a cantar anasalado. Pena em que em 65, nem Dylan parecia mais com ele próprio. Melhores: Catch the Wind e Ramblin’ Boy . Galaxie 500 – On Fire (1989): As duas músicas iniciais são um choque. Guitarras repetitivas, gritinhos agudos. Se você conseguir sobreviver, até perceberá algumas boas canções. A melhor do disco é o cover de George Harrison. O que deve dizer algo sobre as composições próprias da banda. Melhores: Isn’t It a Pity e Strange . George Harrison – Extra Texture (1975): Imagino que já disse isso em outra oportunidade. Não importa a época, George sempre faz grandes músicas quando sua guitarra chora gentilmente. Melhores: The Answer’s at the End e Tired of Midnight Blues . Josh Rouse – Dressed Up Like Nebraska (1998) : Disco padrão médio...

A diversão de Jon Fratelli

Prestes a lançar seu primeiro disco solo, Jon Fratelli constatou: o disco solo era a melhor coisa que ele já fez. Se continuasse numa banda, continuaria infeliz. Ele pode estar tão feliz quanto ele imagine. Mas isso não significa que ele esteja fazendo boa música. Ao sair dos Fratellis, banda altamente influenciada pelo britrock, ele abandonou o seu sobrenome artístico para assumir o sobrenome de batismo, Lawler, e formou o Codeine Velvet Club, uma banda pop com influência de música de cabaré. Lançou um disco, se cansou e partiu para a carreira solo. E então, retomou o Fratelli. Deve ser a sua tentativa em fazer com que as pessoas se lembrem quem ele é. O disco é uma continuação do que ele fazia nos Fratellis, com alguma liberdade para experimentar mais. Ele enche o disco de coros, instrumentos diferentes, e torra a paciência. Ele vai bem, justamente quando lembra sua antiga banda. Caso do primeiro single, Santo Domingo. Mas no geral, o disco parece uma coletânea de b-side...

Andei Escutando (24)

Ash – Free All Angels (2001): Um disco em que o Ash acerta em vários momentos. Consegue bons refrões e mantém um peso nas músicas. No entanto, o resultado é meio pífio quando eles tentam experimentar com orquestrações. Melhores: Shinning Light e Burn Baby Burn Creedence Clearwater Revival – Bayou Country (1969): Discos do CCR são sempre parecidos. Sempre tem ótimas músicas, mas a impressão é que a discografia é meio cansativa. Melhores: Penthouse Paper e Proud Mary . Elliott Smith – From a Basement on the Hill (2004): Sempre há uma expectativa mórbida sobre um disco póstumo. Ainda mais no caso de Smith, que cometeu suicídio com duas facadas no peito. Esperamos uma nota de despedida. Não é o caso. O disco traz as características de sempre, músicas vibrantes de uma vibração desesperada. O disco segue também a linha de evolução de sua carreira. Escutada cronologicamente, é possível notar claramente o traço de evolução. As músicas acústicas do começo foram ganhando produção aos pouc...

Andei Escutando (23)

Band of Skulls – Baby Darling Doll Face Honey (2009): Muitas bandas fazem músicas perfeitas que não tem nenhuma emoção. Não é o caso desse grupo, que tem um par de canções fracas, mas que transpiram energia e vibração. O resultado acaba sendo positivo, com canções que grudam na cabeça. Melhores: Fires e Death by Diamond and Pearls . Love (1966): O disco de estréia do Love é algo na linha do folk/rock dos Byrds. Bem longe de Forever Changes e seus arranjos de cordas, instrumentos de sopro, música cigana, fanfarras e o que mais a mente humana conseguir imaginar. Melhores: My flash on you e Colored Balls Falling . Pernice Brothers – Yours, Mine & Ours (2003): Um disco simpático, com uma audição agradável, meio melancólico, mas que não se destaca. Melhores: Waiting for the Universe e The Weakest shade of Blue . R.E.M. – Reckoning (1984): O R.E.M. nunca fez muito a minha cabeça, apesar de ter bons discos. Só continuo achando interessante que a melhor banda dos anos 80 tenha la...

Andei Escutando (22)

Billy Bragg: Imagino que não as condições de temperatura e pressão não importam. Discos do Billy Bragg preservam uma aura de sarau de movimento estudantil. Letras politizadas, voz e guitarra – por vez uma flauta – e um eco, constante eco, que dá aquele ar de solidão. São anos para se diferenciar as músicas por nome. Eric Clapton – Journeyman (1989): Os timbres, batidas e sintetizadores não nos deixam esquecer a década em que esse disco foi gravado. Mas Clapton sempre funciona bem quando toca clássicos do blues. Melhores: Running on Faith e Old Love . Pearl Jam – Backspacer (2009): Apedrejem-me. Mas, eu acho Pearl Jam uma banda chata. Dezenas de canções médias e medíocres, com uma ou outra realmente muito boa. Junte-se a chatice do Eddie Vedder cantando. Esse disco não tem uma música que seja absurdamente ruim, mas sua coleção de números animadinhos e baladas tediosas, enchem o saco. Melhores: Among the Waves e Force of Nature . Pernice Brothers – Overcome by Happiness (1998): H...

Andei Escutando (21)

Sem empolgação/empolgação/inspiração pra continuar essa interminável série Blind Melon (1992): Todo disco americano desta época parece ter um rotulo grudado de “grunge”. Algo que resulta em pré-julgamentos distorcidos e percepções diferentes. O disco de estréia do Blind Melon não tem nada de grunge ou camisas xadrez. Eles soam como uma banda apaixonada pela geração hippies. Além de eternizar a abelhinha dançante da capa e do clipe de No Rain . Melhores: No Rain e I Wonder . Chico Buarque de Hollanda (1966): Chico em estado de poesia pura. “A Rita matou nosso amor de vingança, nem herança deixou. Não levou um tostão porque não tinha não. Mas causou perdas e danos. Levous os meus planos, meus pobres enganos, os meus vinte anos e o meu coração. E além de tudo, me deixou mudo um violão” . Melhores: A Rita e Olê Olá . Gram (2004): O Gram foi uma banda bem intencionada que quase fez um disco bom, repleto de canções quase boas. Mas tem uma guitarra que atrapalha aqui, um verso desnecess...

Andei Escutando (20)

Badfinger – Wish You Were Here (1974): A impressão é que o excepcional No Dice foi uma exceção na carreira do grupo de duração trágica. Mas, Wish You Were Here é um disco até agradável. O powerpop no estilo Beatles pré- Revolver é deixado de lado. O som parece ter mais influência do Rock Progressivo e da carreira solo de Paul McCartney. Pianos marcando o ritmo e refrões com vocais mais agudos. Melhores: Know One Knows e Dennis . Clube da Esquina (1972): Milton Nascimento, Lô Borges e amigos parecem ter se juntado para gravar duas dezenas de músicas que parecem ser de domínio público. Melodias tão familiares que a sensação é que elas sempre existiram. As letras também são muito boas, o melhor uso de figuras surreais na música brasileira que já ouvi. “Resistindo na boca da noite um gosto de sol”. Melhores: O trem azul e Paisagem da Janela . Creedence Clearwater Revival – Willy and The Poor Boys (1969): No geral o CCR faz discos bem parecidos, sem grandes variações de um para o ...

Strokes. Eles ainda vão fazer alguma coisa?

Os Strokes não são mais uma banda de garotos. Seu disco de estréia, que os colocou como principal expoente da nova geração de bandas foi lançado 10 anos atrás. Um disco cru, responsável pelo rótulo de salvação do rock – porque era excepcional. Hoje, 10 anos depois, esse rótulo já caiu e a salvação não passava de ilusão. Dois anos depois da estréia os Strokes apareceram com Room On Fire , um disco obviamente decepcionante, mas que guardava um punhado de boas canções. Seria um disco melhor se não estivesse a sombra de Is This It? . Já First Impressions of the Earth começa de maneira espetacular e depois da faixa 5 é bem fraco. Mas, ainda existia a esperança de que, mesmo sem salvarem o rock, os Strokes poderiam ser uma banda de carreira sólida, com bons discos. O novo da banda, Angles , tira essa impressão por completo e dá a noção de que eles deviam pensar na aposentadoria para preservar o mito. O fato é: First Impressions já trazia algumas experimentações, mesmo que tímidas. Batidas ...

Andei Escutando (19)

Badly Drawn Boy – The Hour of the Bewilderbeast (2000): Um disco de excessos. Muitos instrumentos e muitas músicas. Não há fôlego para 18 canções. Cortasse meia dúzia de bobagens e seria um disco bem mais interessante. Melhores: Camping next to water e Another Pearl . Billy Bragg – Talking With the Taxman about Poetry (1986): As letras têm teor político/social e o estilo voz/guitarra de Billy Bragg unido ao eco (prova de que sim, esse disco é dos anos 80) cria um clima de sarau de estudantes de ciências sociais. Melhores: The Passion e There Is a Power in a Union . Creedence Clearwater Revival – Green River (1969): É um bom disco. Não tenho criatividade para falar sobre Creedence. Melhores: Wrote a Song for Everyone e Lodi . The Black Keys – The Big Come Up (2002): A estréia da minha mais recente banda favorita é puro blues/rock tosco. Melhores: Countdown e The Breaks . The Brian Jonestown Massacre – Thank God for Mental Illness (1996): O estilo do disco é mais parecido co...

Sobre o último do Radiohead

Todo fã de Radiohead é um sofredor. Sonhamos com Karma Police , Fake Plastic Trees e Creep . Acordamos com The Gloaming e Idioteque . Escutamos as músicas difíceis trezentas vezes, mais do que faríamos com qualquer outra banda, para tentar achar alguma beleza nas músicas estranhas, com batidas desconexas e vocais prolongados. Tentamos interpretar as letras indecifráveis de Thom Yorke. Porque é difícil falar mal do Radiohead. Todos os adoram. Seus discos são modernos, refletem o tempo em que vivemos – dizem os críticos. Tempos desconexos, talvez. Seus shows são ótimos. Mas são ótimos, justamente por que assistir Paranoid Android é uma experiência épica, uma revelação divina. Não é para pirar nas batidas de In Limbo . Desde 1997 esperamos por um novo OK Computer , o que é óbvio, jamais acontecerá. É um disco de uma beleza ímpar, uma melancolia própria, um dos grandes discos dos anos 90 e da história. Mas o Radiohead sempre nos trazia algumas boas surpresas. Acredito que tenha sido sur...

Em um ritmo diferente

Quando Noel Gallagher deixou o Oasis, decretando o fim da banda, os membros restantes decidiram seguir em frente, deixando muitas dúvidas. Um ano depois eles anunciaram o estranho nome Beady Eye, o que indicava que alguma coisa realmente estava acontecendo. A principal dúvida era: Noel Gallagher sempre foi o líder criativo do Oasis e, por mais que os outros tivessem aumentado e qualificado sua participação nos últimos anos, Noel ainda era o responsável pelas melhores músicas da banda. Os outros quatro conseguiriam seguir em frente? Ou se perderiam? De certa forma a resposta para as duas perguntas é afirmativa. O disco de estréia o Beady Eye, Different Gear, Still Speeding é cheio de altos e baixos, carente de uma produção melhor. Faltou alguém para conter alguns excessos. O guitarrista Andy Bell é o único que tem experiência em liderar alguma banda relevante, no caso o Ride no começo dos anos 90. E ele se destaca em relação aos demais. Suas composições têm as melhores letras do grupo, ...

Andei Escutando (18)

Aimee Mann – Whatever (1993): O grande destaque do disco é a bela voz de Aimeé que carrega sozinha algumas belas baladas. Nos piores momentos, suas canções vão para um lado meio country com refrões poucos criativos. Melhores: I should’ve known e I could hurt you now . Bob Dylan – Nashville Skyline (1969): A primeira pergunta que você se faz ao escutar este disco é: O que aconteceu com sua voz, Bob? Sua tradicional rouquidão anasalada fica de lado e ele canta com um grave que ele jamais havia usado e jamais voltaria a cantar. Um disco de levado country tranqüilo, que não é brilhante, mas merece ser escutado com carinho. Melhores: I threw it all away e Tonight I’ll be staying here with you. Chico Buarque de Hollanda, vol. 2 (1967): O segundo disco do Chico é para aqueles que realmente gostam de samba. Me esquivo de descrevê-lo. Melhores: Quem te viu quem te vê e Televisão. Creedence Clearwater Revival – Cosmo’s Factory (1970): Um disco de rock ‘n’ roll de acordo com as origens...

Os melhores discos de 2010

Não escutei muita música do ano. Boa parte dos meus artistas favoritos não lançaram discos nesse ano. Minhas listas tendem a mudar muito quando os anos passam. Ao final do ano passado, meus 8 discos de 2009 eram compostos por: 1 Wilco (The Album) 2 Ben Kweller - Changing Horses 3 Brendan Benson - My Old, Familiar Friend 4 Echo and the Bunnymen - The Fountain 5 Them Crooked Vultures 6 Starsailor - All the Plans 7 Ben Harper - White Lies for Dark Times 8 Lord Cut-Glass Hoje eu tiraria os últimos 3 discos da lista e colocaria os discos lançados por Manic Street Preacher (na segunda colocação), Bob Dylan (em quarto) e The Sleeptalkers fecharia o ranking. Neste ano não escutei sequer 8 discos. Fiquei em 7. Então traço comentários gerais. A Decepção ficou por conta do Weezer. Não sei se decepção, mas o fracasso geral. Lançaram um disco totalmente sem graça. Nenhuma faixa chama a atenção, o que para o Weezer, é muito longe do mínimo que já fizeram. A surpresa ficou com o Teenage Fanclub. Ok, ...