Quando meu filho tinha uns três anos, nós apresentamos para ele a série de filmes Carros, da Pixar, aquela protagonizada pelo Relâmpago McQueen. Era um assunto que ele adorava - carros e corridas - então, meu filho rapidamente ficou aficionado. Assisti os três filmes mais de uma dezena de vezes. Diria que mais de 40 (sim, incluindo a bomba de Carros 2). Cheguei a decorar diversas passagens do filme e, se fosse o caso, me sentiria preparado para fazer aquelas dublagens que viralizaram na época da pandemia. Um dos grandes sucessos dos filmes da Pixar é conseguir falar ao mesmo tempo para crianças e adultos. Esse claramente não é o exemplo de Carros, um filme feito exclusivamente para crianças, que pode ensinar alguns valores sobre humildade e respeito, mas que no fim das contas é pura aventura juvenil. (Ok, o terceiro filme é um pouco mais bonito). Mas, para além disso, as franquias da Pixar muito provavelmente se mantém pela incrível quantidade de produtos licenciados que eles conseguem...
Por vezes, você tenta escrever, mas o seu cérebro parece travado. A ideia da escrita é vertiginosa. A possibilidade de iniciar um parágrafo gera alguma espécie de crise de pânico. Como se escrever fosse alguma espécie de punição autoimposta. Uma tortura medieval. Nenhuma ideia parece convincente, ou melhor, nenhuma ideia parece fazer sentido, pensar não faz sentido. A folha em branco te desafia. A sensação é que você desaprendeu a escrever. Uma nova rotina. Uma nova metodologia. Como saber o que fazer? Escrever, talvez, não seja como andar de bicicleta.