Há pouco mais de dez anos, no dia 5 de agosto de 2016, saí do trabalho um pouco mais cedo. Era o dia da cerimônia de abertura dos Jogos do Rio de Janeiro e, por mais que eu não me considerasse um fã dessas cerimônias, acabei me contaminando pela empolgação do meu chefe. (O sair um pouco mais cedo significa que eu deixei o trabalho por volta das 19h, em vez de ficar até às 19h30 como de costume). Sei que quando cheguei em casa a cerimônia estava em andamento. Perdi o Paulinho da Viola tocando o hino. Mas o que vi depois me deixou maravilhado. Um show de música, história e efeitos visuais. As favelas construídas ao som de Chico Buarque. O voo de Santos Dumont mostrando o Rio de Janeiro ao som do Samba do Avião. Poucas vezes o Brasil acertou tanto ao se mostrar. Um país de suas belezas e mazelas, glorioso em sua grandeza e miséria. Longe da perfeição, mas sincero. Jorge Ben fez a festa e o final com Caetano, Gil & Anitta foi a apoteose. Também teve a nossa tocha. Quando Guga viro...
Op. Cit, Ô psit, Ópio City