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Mostrando postagens de agosto, 2026

O Glorioso Retorno de Relâmpago McQueen

Quando meu filho tinha uns três anos, nós apresentamos para ele a série de filmes Carros, da Pixar, aquela protagonizada pelo Relâmpago McQueen. Era um assunto que ele adorava - carros e corridas - então, meu filho rapidamente ficou aficionado. Assisti os três filmes mais de uma dezena de vezes. Diria que mais de 40 (sim, incluindo a bomba de Carros 2). Cheguei a decorar diversas passagens do filme e, se fosse o caso, me sentiria preparado para fazer aquelas dublagens que viralizaram na época da pandemia. Um dos grandes sucessos dos filmes da Pixar é conseguir falar ao mesmo tempo para crianças e adultos. Esse claramente não é o exemplo de Carros, um filme feito exclusivamente para crianças, que pode ensinar alguns valores sobre humildade e respeito, mas que no fim das contas é pura aventura juvenil. (Ok, o terceiro filme é um pouco mais bonito). Mas, para além disso, as franquias da Pixar muito provavelmente se mantém pela incrível quantidade de produtos licenciados que eles conseguem...
Por vezes, você tenta escrever, mas o seu cérebro parece travado. A ideia da escrita é vertiginosa. A possibilidade de iniciar um parágrafo gera alguma espécie de crise de pânico. Como se escrever fosse alguma espécie de punição autoimposta. Uma tortura medieval. Nenhuma ideia parece convincente, ou melhor, nenhuma ideia parece fazer sentido, pensar não faz sentido. A folha em branco te desafia. A sensação é que você desaprendeu a escrever. Uma nova rotina. Uma nova metodologia. Como saber o que fazer? Escrever, talvez, não seja como andar de bicicleta.

Rio 16 +10

 Há pouco mais de dez anos, no dia 5 de agosto de 2016, saí do trabalho um pouco mais cedo. Era o dia da cerimônia de abertura dos Jogos do Rio de Janeiro e, por mais que eu não me considerasse um fã dessas cerimônias, acabei me contaminando pela empolgação do meu chefe. (O sair um pouco mais cedo significa que eu deixei o trabalho por volta das 19h, em vez de ficar até às 19h30 como de costume). Sei que quando cheguei em casa a cerimônia estava em andamento. Perdi o Paulinho da Viola tocando o hino. Mas o que vi depois me deixou maravilhado. Um show de música, história e efeitos visuais. As favelas construídas ao som de Chico Buarque. O voo de Santos Dumont mostrando o Rio de Janeiro ao som do Samba do Avião. Poucas vezes o Brasil acertou tanto ao se mostrar. Um país de suas belezas e mazelas, glorioso em sua grandeza e miséria. Longe da perfeição, mas sincero. Jorge Ben fez a festa e o final com Caetano, Gil & Anitta foi a apoteose. Também teve a nossa tocha. Quando Guga viro...