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O despertar francês e a entrega celeste

A vitória francesa contra a Argentina foi um tanto quando ambígua. Se por um lado, pela primeira vez os azuis mostraram futebol e deram uma amostra do que podem fazer quando tem espaço, somado ao fato de que uma vitória por 4x3 é sempre empolgante, por outro lado a França teve mais dificuldades do que deveria e em muitos momentos voltou a se mostrar uma equipe preguiçosa. Falta um instinto assassino para os franceses, que preferem muitas vezes sentar em cima da vantagem e não conseguem matar os jogos, levando o time a não ter o conforto necessário nos minutos finais.

Mbappé fez uma partida histórica e se confirmou como o grande nome da atual seleção francesa. Infernizou a defesa argentina no começo do jogo e definiu a partida no segundo tempo. Parece jogar uma rotação acima do restante do elenco francês, por mais que Griezzmann tenha feito bom jogo hoje também.

A Argentina conseguiu prolonga sua agonia ao máximo graças a sua dedicação. Di María fez uma grande partida e Messi não foi brilhante, mas contribuiu. No entanto, a defesa argentina é uma bagunça enorme. O atual elenco dos argentinos me lembra o Brasil na Copa de 1998. Grandes talentos individuais, mas uma bagunça tática total. Como o futebol hoje é muito mais competitivo do que era em 1998, não dava para a albiceleste ir mais longe.

E outra vez: o que será que Meza faz nos treinos para merecer tantas chances assim?

***

O Uruguai fez o que dele se espera em toda partida. Disputou cada palmo do campo como se fosse um pedaço de parilla e se entregou até os limites da sanidade física e mental. Partida exemplar da defesa, exceção feita ao momento em que Godín esqueceu de Pepe para tentar dobrar a marcação em Cristiano Ronaldo.

Cavani teve uma atuação também memorável, assim como Suárez, que não marcou, mas se entregou completamente. Somada à atuação de Mbappè mais cedo, este foi provavelmente o melhor dia da história do Paris Saint Germain.

França e Uruguai se enfrentarão na Copa tentando escapar da maldição dos dois últimos 0x0 em seu encontros mundiais, nas primeiras fases de 2002 e 2010.

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