Pular para o conteúdo principal

Os piores da copa

Gol - Faouzi Chaouchi (Argélia): Apenas uma bola foi no seu gol, no único jogo que fez. Um chute fraco que ele empurrou para dentro.
Lateral Direito - Jonás Gutiérrez (Argentina): Tão ruim, que Maradona resolveu escalar o também péssimo Otamendi no seu lugar. Ok, Gutiérrez estava improvisado na posição, mas a dezena de lances em que ele apanhou da bola não foi culpa do posicionamento.
Zagueiro - Éric Abidal (França): Um convite para que os adversários entrassem livres na área francesa.
Zagueiro - Aleksandar Lukovic (Sérvia): Foi expulso no primeiro jogo, abrindo caminho para a primeira derrota sérvia. Falhou no terceiro jogo, abrindo caminho para a eliminação do seu país.
Lateral Esquerdo - Ri Kwang-Chon (Coréia do Norte): Em um time fraco, foi o ponto mais fraco. A maior parte de todos os 12 (!) gols que a seleção norte-coreana sofreu, foram no seu lado.
Volante - Sani Kaita (Nigéria): A Nigéria vencia o jogo contra a Grécia sem problemas. Kaita deu um chute no adversário, num lance bobo. Com um a menos os africanos recuaram e perderam o jogo.
Volante - Christian Poulsen (Dinamarca): Bateu muito. E errou dezenas de saídas de bola. Em uma delas, Camarões fez um gol.
Meia - Ignácio Gonzáles (Uruguai): Sua presença foi uma total nulidade em campo. Só jogou o primeiro jogo e nunca mais voltou. O técnico procurou qualquer alternativa para não precisar usá-lo novamente.
Meia - Sidney Govou (França): Sua presença é inexplicável. Sua melhor participação foi um gol perdido debaixo das traves contra o Uruguai, aos 12 minutos do primeiro tempo do primeiro jogo. Depois nada fez, passou boa parte dos jogos andando. Mesmo assim, participou das três partidas francesas na copa.
Atacante - Jon Dahl Tomasson (Dinamarca): O ex-artilheiro nada fez. Perdeu uma dezena de gols, um deles numa furada incrível, dentro da área. Ainda marcou um gol, num rebote de um pênalti que ele mesmo perdeu. Pra piorar, se machucou no lance.
Atacante - Abdelkader Ghezzal (Argélia): Entrou em campo no segundo tempo e 14 minutos depois estava expulso. Rápido e fatal.

O Pior jogador: Ghezzal, com honra.

O pior jogo: Argélia 0x1 Eslovênia, uma partida pífia. Um verdadeiro show de horrores.

Decepção da copa: Itália e França fizeram um esforço danado. Mas, fico com a Inglaterra. Chegou com pinta de que ia brigar pelo título e ganhou apenas um jogo. Rooney e Lampard fizeram copas ruins e até quando a bola de Lampard entrou, o juiz não deu.

Menção honrosa: Yakubu. Atacante nigeriano que perdeu um dos gols mais impressionantes da história do futebol.

Comentários

Postagens mais visitadas

Os 27 singles do Oasis: do pior até o melhor

Oasis é uma banda que sempre foi conhecida por lançar grandes b-sides, escondendo músicas que muitas vezes eram melhores do que outras que entraram nos discos. Tanto que uma coletânea deles, The Masterplan, é quase unanimemente considerada o 3º melhor disco deles. Faço aqui então um ranking dos 27 singles lançados pelo Oasis, desde o pior até o melhor. Uma avaliação estritamente pessoal, mas com alguns pequenos critérios: 1) São contados apenas o lançamentos britânicos, então Don't Go Away - lançado apenas no Japão, e os singles australianos não estão na lista. As músicas levadas em consideração são justamente as que estão nos lançamentos do Reino Unido. 2) Tanto a A-Side, quanto as b-sides tem o mesmo peso. Então, uma grande faixa de trabalho acompanhada por músicas irrelevantes pode aparecer atrás de um single mediano, mas com lados B muitos bons. 3) Versões demo lançadas em edições especiais, principalmente a partir de 2002, não entram em contra. A versão White Label de Columbia...

Correspondente de Guerra Contemporâneo

O correspondente de guerra é uma figura quase mítica do mundo jornalístico. Um repórter que é enviado ao campo de batalha para percorrer escombros, fugir de bombardeios, conversar com refugiados e questionar autoridades em busca de informações sobre o conflito que será noticiado. O jornalismo sempre foi a busca objetiva dos fatos e não há maneira melhor de encontrar a notícia do que vê-la de perto. Já o fato de que um dos postos mais prestigiados do jornalismo é ser um cidadão constantemente ameaçado de morte diz muito sobre as misérias da profissão. No entanto, o papel do correspondente tem mudado nos últimos conflitos midiáticos. Não vemos mais Marcos Losekann desviando de mísseis na Faixa de Gaza. A cobertura das guerras atuais diz muito sobre as tendências do jornalismo atual. Primeiro, é preciso levar em conta que o jornalismo é uma profissão que vive em conflito com o mundo da internet. Há uma crise de credibilidade e uma eterna crise financeira, que leva à busca constante pela e...

Tame Impala & Ben Kweller

O Tame Impala é uma banda que teve certo impacto na bolha da qual eu faço parte, quando o grupo liderado por Kevin Parker estourou no final de 2012. Eles estavam lançando o seu segundo disco, Lonerism , que lapidava a psicodelia bruta e pesada do disco anterior, Innerspeaker . O disco de estreia flertava com a estética lo-fi, com uma psicodelia construída a partir dos bons riffs de guitarra e vocais abafados. Em Lonerism surgiam teclas das mais variadas, texturas psicodélicas e aquilo que se convém chamar de groove. Desde a batida inicial de Be Above It , a viagem de Apocalypse Dreams , o riff de Mind Mischief , o transe de Elephant e a grande obra-prima Feels Like We Only Go Backwards . A jornada psicodélica de 1967 estava de volta. Tudo começou a desandar em Currents , quando Parker começou a abandonar qualquer resquício de organicidade em busca de um som eletrônico, com pegada de R&B moderno e synth-pop. Canções pop triviais receberam texturas psicodélicas eletrônicas. Mas, ok, ...