Pular para o conteúdo principal

Copa 2014: Grupos G e H, 1ª Rodada

Alemanha 4x0 Portugal
A Alemanha estreava com a expectativa de ser favorita, contra um time de Portugal que tinha a expectativa de ter o melhor jogador do mundo. Mesmo desfalcada de seus dois principais jogadores, Schweinsteiger e Reus, os alemães comprovaram sua superioridade. Marcação forte, força no jogo aéreo e, como sempre, um time que não perdoa os erros adversários. A equipe alemã impressiona quando joga em velocidade e vai brigar pelo título. E também conta com Thomas Müller. O garoto já provou que é daqueles que crescem em Copa do Mundo e só se ganha a copa com jogadores assim. Portugal teve um começo promissor, mas deixou claro que seu esquema se baseia em tocar a bola pro Cristiano Ronaldo e esperar que ele ganhe o jogo. A dupla formada por Raul Meireles e João Moutinho tem que melhorar, mas acredito que os portugueses tem condições de superar os Estados Unidos e Gana.
Melhor jogador: Thomas Müller.

Gana 1x2 Estados Unidos
Os norte-americanos tiveram a vantagem de já entrar ganhando a partida. Clint Dempsey fez 1x0 com 29 segundos e deu a oportunidade dos EUA controlarem o jogo. Eles se fecharam atrás e contaram com a tradicional má pontaria da seleção de Gana. Aliás, os americanos tiveram mais sorte do que juízo para se manterem a frente no placar, principalmente no segundo tempo quando o jogo se transformou em um ataque x defesa. Gana empatou no final do jogo e parecia que ia partir para a virada, mas os Estados Unidos conseguiram o gol da vitória em um escanteio. Os EUA já mostram a alguns anos que sabem jogar bola, mas não acho que será suficiente para passar de fase. Gana pode dar trabalho, principalmente para Portugal, mas esse resultado complicou muito as pretensões africanas.
Melhor jogador: Clint Dempsey.

Bélgica 2x1 Argélia
Apontada como possível sensação da Copa, os belgas desapontaram. Em parte porque o técnico-lenda Marc Wilmots preferiu uma escalação mais conservadora, que centralizou muito o jogo. Em parte porque a Argélia montou uma senhora retranca. É de se admirar como os argelinos defendem bem e são incapazes de atacar. Marcaram seu gol em uma única boa investida que resultou em um pênalti. A virada veio com as mudanças promovidas, principalmente de Mertens, que deu mais velocidade. A Bélgica tem um elenco equilibrado e cheio de jogadores, digamos, interessantes. Pode ir até as quartas de final, não mais que isso. A Argélia, se conseguir achar um gol, pode surpreender nesse grupo mediano.
Melhor jogador: Dries Mertens.

Rússia 1x1 Coreia do Sul
A equipe da Rússia sofre de uma enorme falta de criatividade e será difícil entender porque o milionário técnico Fabio Capello abriu mão de Kerzhakov, Dzagoev e Denisov, três dos melhores jogadores do time. Os russos dependeram o jogo inteiro das bolas alçadas na área e não chegaram a levar perigo ao gol sul-coreano. Já a Coreia do Sul, mostrou que tem um toque de bola exemplar, mas que sofre para finalizar, só fizeram o gol numa falha terrível do goleiro Akinfeev, em noite terrível. Os dois devem brigar por uma vaga nas oitavas, mas o resultado foi pior para a Rússia, que precisava da vitória para escapar do bolo da briga pela vaga.
Melhor jogador: Koo Ja-Cheol.

Comentários

Postagens mais visitadas

Os 27 singles do Oasis: do pior até o melhor

Oasis é uma banda que sempre foi conhecida por lançar grandes b-sides, escondendo músicas que muitas vezes eram melhores do que outras que entraram nos discos. Tanto que uma coletânea deles, The Masterplan, é quase unanimemente considerada o 3º melhor disco deles. Faço aqui então um ranking dos 27 singles lançados pelo Oasis, desde o pior até o melhor. Uma avaliação estritamente pessoal, mas com alguns pequenos critérios: 1) São contados apenas o lançamentos britânicos, então Don't Go Away - lançado apenas no Japão, e os singles australianos não estão na lista. As músicas levadas em consideração são justamente as que estão nos lançamentos do Reino Unido. 2) Tanto a A-Side, quanto as b-sides tem o mesmo peso. Então, uma grande faixa de trabalho acompanhada por músicas irrelevantes pode aparecer atrás de um single mediano, mas com lados B muitos bons. 3) Versões demo lançadas em edições especiais, principalmente a partir de 2002, não entram em contra. A versão White Label de Columbia...

Correspondente de Guerra Contemporâneo

O correspondente de guerra é uma figura quase mítica do mundo jornalístico. Um repórter que é enviado ao campo de batalha para percorrer escombros, fugir de bombardeios, conversar com refugiados e questionar autoridades em busca de informações sobre o conflito que será noticiado. O jornalismo sempre foi a busca objetiva dos fatos e não há maneira melhor de encontrar a notícia do que vê-la de perto. Já o fato de que um dos postos mais prestigiados do jornalismo é ser um cidadão constantemente ameaçado de morte diz muito sobre as misérias da profissão. No entanto, o papel do correspondente tem mudado nos últimos conflitos midiáticos. Não vemos mais Marcos Losekann desviando de mísseis na Faixa de Gaza. A cobertura das guerras atuais diz muito sobre as tendências do jornalismo atual. Primeiro, é preciso levar em conta que o jornalismo é uma profissão que vive em conflito com o mundo da internet. Há uma crise de credibilidade e uma eterna crise financeira, que leva à busca constante pela e...

Tame Impala & Ben Kweller

O Tame Impala é uma banda que teve certo impacto na bolha da qual eu faço parte, quando o grupo liderado por Kevin Parker estourou no final de 2012. Eles estavam lançando o seu segundo disco, Lonerism , que lapidava a psicodelia bruta e pesada do disco anterior, Innerspeaker . O disco de estreia flertava com a estética lo-fi, com uma psicodelia construída a partir dos bons riffs de guitarra e vocais abafados. Em Lonerism surgiam teclas das mais variadas, texturas psicodélicas e aquilo que se convém chamar de groove. Desde a batida inicial de Be Above It , a viagem de Apocalypse Dreams , o riff de Mind Mischief , o transe de Elephant e a grande obra-prima Feels Like We Only Go Backwards . A jornada psicodélica de 1967 estava de volta. Tudo começou a desandar em Currents , quando Parker começou a abandonar qualquer resquício de organicidade em busca de um som eletrônico, com pegada de R&B moderno e synth-pop. Canções pop triviais receberam texturas psicodélicas eletrônicas. Mas, ok, ...