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Jamais

Rubens Barrichello jamais será campeão mundial de Fórmula 1. Nunca. E isso não é culpa exclusiva dele. Existem pessoas que simplesmente não nasceram para ganhar. Não foram talhadas para o sucesso.

Não que ele seja um mau piloto. Na F1 pós-94 (ou seja: depois da morte de Senna, e das aposentadorias de Piquet, Mansell e Prost) foram poucos os pilotos mais competentes que ele. Nem mesmo campeões como Damon Hill.

Em seus 15 anos de carreira, Rubinho teve algumas atuações memoráveis, atuações que se ele repetisse com freqüência, fariam dele uma lenda do esporte. Mas o fracasso parece estar sempre impregnado no retrato de Barrichello. Seja por suas feições, pelas suas falas, sua dancinha ridícula no pódio.

E seja pela sua inconstância. Pelas falhas no momento em que as pessoas imaginavam que ele iria embalar. Pelo carro parado na largada, quando ele parecia ir em busca da vitória. Pelo desempenho medíocre no dia em que precisava vencer.

Seu mérito são seus renascimentos. A primeira vitória quando ela parecia improvável. Uma atuação brilhante no momento em que ninguém esperava. Ter sua melhor temporada na carreira, logo após um período em que parecia aposentado.

Mas... o sucesso não está ao seu lado. E Rubens parece não entender isso. Dá declarações polêmicas após a derrota. Culpa o sistema de embreagem pelo seu erro. Não aceita que outro piloto possa ter sido melhor do que ele. O que poderia ser um sinal de confiança acaba passando a imagem de que ele é um lunático, que não enxerga a coisa que os outros mortais parecem enxergar.

Claro que essas são apenas suposições. A única certeza é a de que ele jamais será campeão.

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