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Medalhas e o pan

Assim que o fato de ficar atrás de Cuba no quadro medalhas dos jogos pan-americanos ficou consolidado, começaram a chover comentários exaltando a vergonha nacional. Como é que um país maior, mais rico e que investe mais fica atrás dos pobres cubanos?

Ficar atrás de Cuba em que jogos forem não é nenhuma novidade. É assim que ocorre desde o princípio dos tempos. Os cubanos tem uma política esportiva mais forte, a população pratica esporte realmente. Geralmente, Cuba sempre começa mal nessas competições, uma vez que a primeira semana é marcada pela natação. Quando as lutas, o atletismo e outros esportes de força começam, elas disparam.

Mas, o fato é que o Brasil se aproximou de Cuba no cenário panamericano. Se em 1999 o Brasil brigava pela quarta posição com os argentinos, agora já chegou próximo dos cubanos na segunda posição. E, fora de casa, o que é mais difícil. Em 2007, o desempenho foi forte, mas os países sede costumam levar vantagem. Que o diga o México, que praticamente triplicou as medalhas ganhas em 2011.

A questão é o que o Brasil vai fazer nas Olimpíadas no ano que vem. As chances reais de medalha estão, para variar, no vôlei, na vela e no judô. No atletismo, Maureen Maggi e Fabiana Mürer brigarão. Na natação, César Cielo é a única esperança (Thiago Pereira deve fracassar novamente).Diego Hipólitho é uma força. Se tudo desse certo para o Brasil, poderíamos chegar a 10 medalhas de ouro. Mas, é claro que não vai dar tudo certo.

Há alguma evolução no esporte brasileiro. Mas ainda está longe de ser o ideal, de atingir o potencial possível. Por isso, é normal que o Brasil fique atrás de Cuba.

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