Pular para o conteúdo principal

Vitórias contra o Big Four

Depois de definidas as quartas-de-final do Australian Open, com uma pré-definição da repetição da final do ano passado entre Federer e Nadal, algumas pessoas chamaram a atenção para um nome que poderia evitar isso: Tomas Berdych. O tcheco está há anos no top-20 mundial, passou outros tantos no top-10 e costuma sempre a fazer campanhas dignas nos Grand Slams. No entanto, tem uma estatística ruim contra os tenistas do Big Four. No entanto, quem tem bons números contra esses caras?

Fiz um apanhado para saber quem são os tenistas que tem melhores resultados contra os quatro jogadores que dominam o esporte há mais de uma década. Estabeleci alguns critérios: ter enfrentado Federer, Murray, Nadal e Djokovic pelo menos duas vezes cada, em um total de pelo menos 10 jogos contra os nomes do Big Four. Pré-selecionei os tenistas entre o top-20 atual e aqueles que disputaram os ATP Finals desde 2006. No total, 31 nomes se estabeleceram nos critérios e entre ele, o que tem o melhor desempenho é: Nick Kyrgios. Sim, o polêmico australiano tem 35,71% de aproveitamento nos jogos, ainda que seja da lista o que tem menos jogos, apenas 14.

Confira o top 10:
1) Nick Kyrgios: 5 vitórias e 9 derrotas - 35,71% de aproveitamento.
2) David Nalbandian: 13 vitórias 25 derrotas - 34,21% de aproveitamento.
3) Dominic Thiem: 6 vitórias e 13 derrotas - 31,57% de aproveitamento.
4) Nikolay Davydenko: 14 vitórias e 36 derrotas - 28% de aproveitamento.
5) Fernando González: 8 vitórias e 21 derrotas - 27,58% de aproveitamento.
6) Juan Martín del Potro: 18 vitórias e 48 derrotas - 27,27% de aproveitamento.
7) Jo-Wilfried Tsonga: 18 vitórias e 49 derrotas - 26,86% de aproveitamento.
8) Andy Roddick: 14 vitórias e 40 derrotas - 25,92% de aproveitamento.
9) Ivan Ljubicic: 10 vitórias e 31 derrotas - 24,39% de aproveitamento.
10) Stanislas Wawrinka: 19 vitórias e 65 derrotas - 22,61% de aproveitamento.

Por outro lado, os 10 com o pior aproveitamento dentro do critério estabelecido:
1) Richard Gasquet: 6 vitórias e 51 derrotas - 10,52% de aproveitamento.
2) John Isner: 4 vitórias e 28 derrotas - 12,5% de aproveitamento.
3) Gilles Simon: 6 vitórias e 41 derrotas - 12,76% de aproveitamento.
4) Milos Raonic: 5 vitórias e 34 derrotas - 12,82% de aproveitamento.
5) Marin Cilic: 6 vitórias e 39 derrotas - 13,33% de aproveitamento.
6) Tommy Robredo: 5 vitórias e 31 derrotas - 13,88% de aproveitamento.
7) David Goffin: 3 vitórias e 18 derrotas - 14,28% de aproveitamento.
8) Grigor Dimitrov: 5 vitórias e 30 derrotas - 14,28% de aproveitamento.
9) Kevin Anderson: 3 vitórias e 20 derrotas - 15% de aproveitamento.
10) Fernando Verdasco: 8 vitórias e 45 derrotas - 15,09% de aproveitamento.

Os 10 com mais vitórias, independente do aproveitamento.
1) Stanislas Wawrinka 19 (8 em 10 contra Murray)
2) Tomas Berdych 19 (apenas 3 em 28 contra Djokovic)
3) Jo-Wilfried Tsonga 18 (apenas 2 em 16 jogos contra Murray)
4) Juan Martín del Potro 18 (5 em 14 jogos contra Nadal)
5) David Ferrer 17 (não venceu nenhum dos 17 contra Federer)
6) Nikolay Davydenko 14 (6 de 11 contra Nadal. 2 em 21 contra Federer)
7) Andy Roddick 14 (apenas 3 em 24 contra Federer)
8) David Nalbandian 13 (8 em 19 contra Federer)
9) Ivan Ljubicic 10 (vênceu 3 dos 7 contra Murray)
10) Fernando González 8 (jogou apenas três vezes contra Murray e Djokovic, vencendo 2 de cada)

Por último, os 10 que mais enfrentaram o Big Four, o que pode ser um sinal de consistência, pelo menos.
1) Tomas Berdych: 93 jogos
2) David Ferrer: 88 jogos
3) Stanislas Wawrinka: 84 jogos
4) Jo-Wilfried Tsonga: 67 jogos
5) Juan Martín del Potro: 66 jogos
6) Richard Gasquet: 57 jogos
7) Andy Roddick 54 jogos
8) Fernando Verdasco: 53 jogos
9) Nikolay Davydenko: 50 jogos
10) Gael Monfils: 48 jogos (venceu 8 e perdeu 40. Desempenho 0x14 contra Djokovic)

Aliás, agora sim por último, uma curiosidade: o aproveitamento dos próprios membros do Big Four contra eles próprios:

4) Andy Murray: 29 vitórias e 56 derrotas em 85 jogos, com 32,94% de aproveitamento.
3) Roger Federer: 51 vitórias e 57 derrotas em 108 jogos, com 47,22% de aproveitamento.
2) Novak Djokovic: 74 vitórias e 57 derrotas em 131 jogos, com 56,48% de aproveitamento.
1) Rafael Nadal: 64 vitórias e 48 derrotas em 112 jogos, com 57,14% de aproveitamento.

Comentários

Postagens mais visitadas

Os 50 maiores artilheiros do São Paulo no Século

(Até o dia 1º de março de 2025) 1) Luís Fabiano 212 gols 2) Rogério Ceni 112 gols 3) Luciano 105 gols 4) Jonathan Calleri 86 gols 5) França 69 gols 6) Dagoberto 61 gols 7) Lucas Moura 58 gols 8) Borges 54 gols 9) Hernanes 53 gols 10) Kaká 51 gols 11) Alexandre Pato 49 gols 12) Washington 45 gols 13) Reinaldo (Atacante 2001-2002) 41 gols 13) Grafite 41 gols 15) Danilo 39 gols 15) Diego Tardelli 39 gols 17) Souza 35 gols 18) Pablo 32 gols 18) Reinaldo (o lateral esquerdo) 32 gols 20) Hugo 30 gols 21) Brenner 27 gols 22) Gustavo Nery 26 gols 23) Alan Kardec 25 gols 24) Paulo Henrique Ganso 24 gols 24) Robert Arboleda 24 gols 26) Aloísio Chulapa 23 gols 27) Júlio Baptista 22 gols 27) Jorge Wagner 22 gols 27) Michel Bastos 22 gols 27) André Silva 22 gols 31) Aloísio Boi Bandido 21 gols 31) Cicinho 21 gols 31) Jadson 21 gols 31) Osvaldo 21 gols 35) Fábio Simplício 20 gols 35) Cícero 20 gols 35) Christian Cueva 20 gols 38) Thiago Ribeiro 19 gols 39) Amoroso 18 gols 40) Adriano Imperador 17 go...

2004, um ano bem louco

Não sei dizer exatamente quando é que começou. Talvez a Copa de 2002 tenha sido um aviso. Por mais que as duas seleções mais vitoriosas da história, Brasil e Alemanha, tenham decidido o título, Turquia e Coreia do Sul chegaram as semifinais. Vimos a Coreia eliminar Itália e Espanha, a França cair diante do Senegal, a Argentina naufragar na primeira fase. Uma copa em que a zebra foi o padrão. Talvez tenha sido um aviso, mas nada como o ano de 2004. Esse foi um ano bem louco para o futebol. O grande aviso mesmo aconteceu no dia 7 de abril de 2014. Naquele dia, o La Coruña meteu 4x0 no Milan e se classificou para a semifinal da Champions League. Um resultado bem improvável, uma vez que o time espanhol começava a entrar numa fase de declínio e o Milan ainda era uma das maiores potências europeias, os atuais campeões do torneio. Ainda mais improvável, porque o Milan havia dado um baile no jogo de ida, vencendo por 4x1, em grande atuação de Kaká. Ainda mais improvável, porque o Deportivo f...

George Harrison de 1 a 10

A carreira solo de George Harrison talvez seja a mais consistente entre todos os ex-integrantes dos Beatles. Entre sua estreia avassaladora até o seu último disco póstumo, George entregou uma série de álbuns razoáveis, sem tantos momentos erráticos quanto seus ex-companheiros. Vamos a uma breve análise da sua discografia. Estreias experimentais Antes de tudo havia o barulho. A estreia solo oficial de George Harrison é com o álbum Wonderwall Music de 1968, trilha sonora para o filme experimental  Wonderwall (alô Noel Gallagher). É uma trilha incidental de base indiana, mas você pode até gostar de Ski-Ing . Em 1969 George lançou Electronic Sound , que avança no território da música eletrônica de vanguarda. (John Lennon havia feito a mesma coisa em parceria com Yoko Ono nessa época). Deixo qualquer opinião para os especialistas. All Things Must Pass (1970) Estreia de fato de George, All Things Must Pass é um disco triplo, sendo que o terceiro LP é uma grande jam experimental. O álbu...